O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), declarou nesta quinta-feira (24) que, se eleito, irá extinguir a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) e vetar a operação de casas de apostas esportivas em todo o estado. As afirmações foram divulgadas por meio de um vídeo em suas redes sociais, onde Paes criticou a gestão do ex-governador Cláudio Castro.
Segundo Paes, o Rio de Janeiro se transformou no “paraíso das bets” no Brasil, e a Loterj teria se tornado um “balcão de credenciamento de apostas”, supostamente usado para lavagem de dinheiro por integrantes do crime organizado. Ele mencionou uma denúncia do Ministério Público envolvendo oito pessoas que teriam usado o jogo do bicho para obter licenças da Loterj e abrir casas de apostas online. “Bicheiro comprando autorização do governo do estado para operar bet; é isso que a Loterj virou”, afirmou o candidato.
Críticas às licenças e regulamentação
Paes também criticou o valor das licenças estaduais para empresas de apostas, que custavam R$ 5 milhões, enquanto a União cobrava R$ 30 milhões pela mesma autorização. As regras foram estabelecidas em 2023, regulamentando as apostas esportivas de quota fixa no Rio, incluindo as online. As licenças estaduais tinham validade de cinco anos e previam o repasse de 5% dos ganhos para o estado.
O candidato argumentou que o Rio se tornou uma “rota de fuga para bets que queriam escapar da regulamentação federal”. Pelo menos quatro grandes empresas foram licenciadas no estado e passaram a operar em outras partes do país, como Apostou RJ, BestBet, MarjoSports e PixBet. Outro ponto de crítica foi a retirada da exigência de geolocalização nos registros das apostas, o que, segundo Paes, permitiu que a Loterj credenciasse empresas de todo o país, transformando-a em uma “fábrica de vício online não só no Rio, mas em todo o país”.
Limitações do STF e acusações políticas
A atuação da Loterj fora do território fluminense foi posteriormente limitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em um processo relatado pelo ministro André Mendonça, a Corte decidiu impedir que a loteria estadual explorasse jogos fora do estado e credenciasse empresas para atuar em outras regiões.
Paes também alegou que as mudanças implementadas durante a gestão de Castro favoreceram o grupo político de Douglas Ruas (PL), “com aval do ex-governador”. Ao final, o candidato classificou a Loterj como uma “máquina de destruir gente do bem a serviço do crime organizado” e afirmou que as apostas são uma “praga que levam ao vício, à destruição e, muitas vezes, até a morte”, prometendo combatê-las.






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