O presidente do PT, Edinho Silva, um dos coordenadores da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, conectou a escassez de ônibus para levar eleitores aos locais de votação neste domingo (25/10) à atuação de redes sociais e big techs na campanha. Segundo Silva, a falta de transporte público interferiu no processo eleitoral. A declaração ocorreu enquanto o ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal prorrogava o período de votação até as 19h.
Durante conversa com jornalistas, o coordenador da campanha afirmou que eleitores desistiram de votar por falta de transporte, mas ressalvou que a extensão do horário garantiu o direito ao voto. Questionado sobre a demora do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, em se manifestar sobre a prorrogação, Edinho evitou crítica nominal ao magistrado. Limitou-se a defender que a legislação prevalecesse e fosse cumprida.
Flávio e aliados criticam decisão de Zanin
A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL, reagiu negativamente à ação do ministro Zanin. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, publicou mensagem nas redes destacando o que chamou de alto nível de intervenção de ministros do STF e pediu que o bom senso prevalecesse para evitar, segundo ele, golpes judiciários ou manobras administrativas.
Parlamentares aliados foram além. O deputado federal Marcel Van Hattem, do Novo, anunciou que protocolará pedido de impeachment de Zanin, acusando-o de atuar sem competência e após o encerramento legal do processo. O deputado Jorge Seif, do PL, divulgou vídeo questionando a razão de existir o Tribunal Superior Eleitoral se o Supremo o desrespeita, classificando Zanin como advogado de Lula.
Ministros do TSE criticam lentidão de Nunes Marques
Internamente, a demora de Nunes Marques em responder aos problemas da votação provocou insatisfação entre ministros da Corte Eleitoral. Integrantes do tribunal atribuem parte da responsabilidade pela crise ao presidente, especialmente diante dos transtornos registrados em regiões como Bahia e São Paulo. Um membro da Corte classificou a situação como caos e expressou indignação com a condução dos episódios.
Avaliações nos bastidores apontam que a falta de reação rápida ampliou o desgaste de Nunes Marques e aprofundou insegurança sobre a votação, expondo divergências internas sobre como o pleito foi gerenciado e questionando a capacidade de resposta da presidência do TSE num momento crucial da disputa presidencial.






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