O dólar à vista encerrou a terça-feira com variação negativa de 0,08%, cotado a R$5,1040, em sessão marcada por oscilações limitadas. A moeda alternou entre ganhos e perdas enquanto investidores monitoravam possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e digeriam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No ano, a divisa acumula queda de 7,01%.

Copom mantém tom restritivo, mas indica possibilidade de corte

Na ata divulgada, o BC defendeu a manutenção da taxa Selic em 13,75% devido à pressão da demanda, apesar de reconhecer desaceleração da atividade econômica, crédito e inflação. O texto reforçou que a política monetária segue contribuindo para a desinflação, mas é necessário manter caráter restritivo. Economistas analisaram o documento como um sinal de confiança na queda da inflação, mas também viram espaço para um possível corte em novembro, o que pressionaria o real.

Empate técnico na corrida eleitoral e perspectiva externa

No cenário doméstico, pesquisa Quaest mostrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT), com 42% e 41% das intenções de voto, respectivamente. A corrida eleitoral segue como fator de atenção. Externamente, a possibilidade de acordo entre EUA e Irã reduziu a aversão ao risco. Trump afirmou que pode chegar a um acordo após as eleições legislativas americanas, mas também ameaçou ações militares. Reunião de três horas entre os países foi considerada "muito boa" por Trump.

Durante o dia, o dólar atingiu máxima de R$5,1365 e mínima de R$5,0976, refletindo o noticiário. O Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial para outubro. No exterior, o índice do dólar subia 0,10%, a 100,520. A combinação de juros altos no Brasil e possíveis aumentos nos EUA pode reduzir o diferencial de juros, afetando o fluxo de investimentos e pressionando a moeda brasileira.