Veículos de comunicação são alvo de críticas pela cobertura assimétrica de duas notícias recentes. De um lado, denúncias de supostas condutas ilícitas envolvendo Flávio Bolsonaro, incluindo tráfico de influência, recebimento de presentes caros como um relógio Rolex de R$ 305 mil e participação em orgias, teriam sido amplamente ignoradas. De outro, uma suposta viagem à Escandinávia do filho do presidente Lula, Fábio Luís, e sua família, custeada por uma empresária no valor de R$ 1,8 milhão, recebeu vasta cobertura.
Contraste na Cobertura Jornalística
A reportagem sobre Flávio Bolsonaro, detalhada pelo portal PlatôBR, aponta que as despesas pessoais do então senador teriam sido sistematicamente pagas por um lobista. Apesar da gravidade das acusações, a grande mídia, incluindo jornais, sites e emissoras de TV, não deu o mesmo destaque que dedicou à notícia sobre Fábio Luís. Esta última, veiculada inicialmente por O Globo, foi rapidamente replicada por diversos veículos, enquanto a matéria do PlatôBR teve maior repercussão em mídias independentes e regionais.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, teria abordado a denúncia sobre Flávio Bolsonaro de forma que desviaria o foco dos fatos. Em vez de detalhar as acusações, o jornal preferiu noticiar que o PT estaria explorando a reportagem e que o político evitava responder às acusações.
Novas Acusações contra Flávio Bolsonaro
A reportagem do PlatôBR relata que, após sua eleição como senador em 2018, Flávio Bolsonaro teria se aproximado de lobistas. A partir de 2019, ele e seu sócio em uma loja de chocolates no Rio, Alexandre Ferreira Dias Santini, teriam se envolvido em atos de corrupção passiva e tráfico de influência. Santini seria o responsável por organizar festas e orgias em hotéis de luxo em Brasília e no Rio, com a participação de garotas de programa.
As informações também indicam que, em dado momento, Santini se desentendeu com Flávio Bolsonaro por questões financeiras relacionadas ao fechamento da loja de chocolates. O ex-sócio teria então ameaçado expor o senador, afirmando possuir provas que poderiam levá-lo à prisão. Mensagens e fotos de notas fiscais, que comprovariam os gastos e os presentes, foram supostamente compartilhadas com amigos e conhecidos.
Entre os presentes, o relógio Rolex de R$ 305 mil e equipamentos para academia teriam sido pagos pelo advogado Alan Belaciano, que, segundo Santini, teria se tornado um dos operadores financeiros de Flávio, substituindo-o. Belaciano também teria bancado reformas na casa do senador. Uma das revelações mais explosivas seria a intermediação de um encontro de um cliente com o ministro Kassio Nunes Marques por Flávio, conforme relatado por Santini em uma mensagem. A briga entre os dois teria sido tamanha que Santini chegou a informar a esposa de Flávio sobre as orgias, gerando uma crise conjugal.






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