A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto de 2026, totalizando R$ 11,1 trilhões. Os dados foram apresentados no Relatório de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central na quarta-feira (30).

Este indicador abrange os compromissos financeiros do Governo Federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e das administrações estaduais e municipais. O resultado observado no mês representa um aumento de 0,3 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

Fatores de Variação

A autoridade monetária apontou que a elevação mensal da dívida foi impulsionada, principalmente, pelos juros nominais apropriados, que contribuíram com 0,8 ponto percentual, e pelo impacto da desvalorização cambial, que adicionou 0,1 ponto percentual. Em contrapartida, a variação do PIB nominal atuou para conter essa expansão, subtraindo 0,5 ponto percentual do indicador.

Acumulado do Ano

No acumulado do ano, a Dívida Bruta do Governo Geral registrou um crescimento de 4,2 pontos percentuais em relação ao PIB. Essa trajetória de alta ao longo de 2026 reflete a incorporação de juros nominais (6,5 p.p.) e o volume de emissões líquidas de dívida (1,5 p.p.). Tais fatores expansionistas foram parcialmente compensados pelo crescimento do PIB nominal (-3,6 p.p.) e pelo efeito da valorização cambial no período (-0,2 p.p.).