O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu ao discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), e afirmou que o país seguirá defendendo sua soberania diante das acusações feitas pelos Estados Unidos.
Segundo o jornal Granma, Díaz-Canel acusou o presidente americano de apresentar a ilha como uma ameaça e disse que isso faz parte da política de Washington contra Havana. Em publicação na rede X reproduzida pelo veículo, ele afirmou que o governo dos EUA não consegue justificar a punição ao povo cubano.
“Incapaz de justificar a punição contra o povo cubano e sua guerra econômica genocida, o presidente dos EUA repete na ONU que Cuba representa uma ameaça. Mentiras são o recurso daqueles que se recusam a aceitar o direito do povo cubano à autodeterminação”, afirmou.
O líder cubano também declarou que o governo manterá sua posição. “Continuaremos lutando pela paz, defendendo nossa soberania e trabalhando juntos para superar a agressão implacável que nos foi imposta pelo governo dos EUA”, disse.
Delegação cubana reagiu ao discurso
De acordo com o relato do jornal, a delegação de Cuba virou as costas durante a fala de Trump. O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, Esteban Lazo Hernández, também contestou o discurso americano e reafirmou a condenação de Havana ao bloqueio imposto pelos EUA.
O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, que chefiou a delegação cubana, disse que a independência da ilha não pode ser questionada. “O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país totalmente independente e soberano. Nenhuma das falsidades proferidas pelo presidente dos EUA na ONU, nem qualquer calúnia, pode ou irá negar esse fato.”
Rodríguez também rejeitou a ideia de que Cuba seja uma ameaça. “Cuba não representa uma ameaça para os EUA nem para qualquer outro país. O bloqueio econômico, incluindo o embargo energético, ameaça Cuba e o resto do mundo. É um ato de genocídio e punição coletiva. Somos um país de paz e merecemos paz”, declarou.
Roberto Morales Ojeda, secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, também classificou como infundadas as declarações da delegação americana e afirmou que Cuba seguirá construindo seu futuro em paz, com independência e soberania.






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