247 – O caso envolvendo o Banco Master produz efeitos sobre a percepção dos brasileiros a respeito de diferentes autoridades, grupos políticos e instituições públicas. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra que 37% dos entrevistados escolheram a opção “todos” ao responder quem teve a reputação afetada pelo episódio.

O levantamento encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A pesquisa foi realizada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), intensificada após a divulgação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Caso Master atinge diferentes atores

Segundo o G1, a resposta “todos” lidera as menções, com 37%, indicando que essa parcela dos entrevistados considera que o episódio atingiu a reputação do conjunto de atores apresentados pela pesquisa.

Na sequência aparecem o governo anterior e a família Bolsonaro, citados por 21% dos entrevistados. O STF ocupa a posição seguinte, com 16%.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos do PT foram apontados por 11%. O Congresso Nacional foi mencionado por 2%, e o Banco Central, por 1%.

Outros 11% não souberam ou não responderam. A alternativa “nenhum deles” aparece com 0%.

Governo anterior e família Bolsonaro aparecem com 21%

Os números mostram que nenhum ator político ou institucional citado individualmente alcança o percentual registrado pela alternativa “todos”.

A pesquisa foi realizada durante um período de crise no Supremo, tema que também entrou no questionário da Quaest. O instituto buscou identificar se a repercussão dos acontecimentos relacionados à Corte poderia interferir na escolha dos brasileiros para a Presidência da República.

Crise no STF não influencia voto de 62%

Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados afirmam que a crise no STF não exerce influência sobre sua escolha presidencial.

Outros 26% dizem que os acontecimentos envolvendo o Supremo reforçam a escolha que já haviam feito. Uma parcela de 7% afirma que pode mudar o voto em razão da crise, enquanto 5% não souberam ou não responderam.

Os dados permitem observar que a maior parcela dos entrevistados declara não alterar sua escolha em razão da crise no Supremo. Ao mesmo tempo, pouco mais de um quarto afirma que o episódio reforça sua posição atual, e uma parcela menor admite a possibilidade de rever o voto.

Os percentuais não permitem determinar, por si sós, quais candidatos são beneficiados ou prejudicados pela repercussão da crise, uma vez que as respostas apresentadas nesse recorte medem o efeito declarado sobre a decisão eleitoral, e não a direção dessa eventual influência.

Quaest ouviu 2.004 pessoas

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06004/2026.