O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ampliou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais em 2 horas neste domingo, determinando que as urnas permanecessem abertas até as 19h em seções ainda em funcionamento. A decisão respondeu a uma ação da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice Geraldo Alckmin, apontando dificuldades no transporte público em várias regiões do país que comprometeriam o exercício do direito ao voto.

Justificativa para a prorrogação

Segundo a coligação liderada por Lula, a frota de ônibus disponível seria insuficiente para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. A ação foi registrada no sistema do STF após as 17h, horário previsto para fechamento das urnas. Na decisão, Zanin determinou que a prorrogação valeria apenas para seções eleitorais ainda em atividade. Nas urnas já fechadas, os votos continuariam sendo computados conforme as regras anteriormente estabelecidas.

Críticas de apoiadores de Flávio

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, criticou a decisão em suas redes sociais. Segundo Marinho, a determinação representaria uma "intervenção" do STF e alertava para a possibilidade de um "golpe judiciário" ou "chicana administrativa".

Parlamentares aliados de Flávio também requisitaram o impeachment de Zanin. O deputado Marcel van Hattem (Novo) argumentou que o ministro decidiu sem competência legal para tal e após o horário de encerramento do processo eleitoral. O deputado Jorge Seif (PL-SC) divulgou vídeo questionando por que o STF desrespeitaria as atribuições do Tribunal Superior Eleitoral.