O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estará presente no debate da TV Globo agendado para esta quinta-feira (1º), às 21h30, marcando o fim do primeiro turno sem um confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal concorrente nas sondagens. A campanha do petista indica que sua participação em debates está prevista apenas em um possível segundo turno da eleição.
O evento da Globo contará com a presença de Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), este último garantindo sua participação por meio de uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como alternativa para a mesma noite, a campanha do presidente Lula confirmou uma entrevista ao Flow Podcast, com início às 20h45, apenas 45 minutos antes do debate televisivo.
Motivos da Ausência e Estratégia da Campanha
Fontes próximas à campanha relataram ao jornal O Globo que o presidente Lula demonstrava uma resistência pessoal em participar do debate. Entre as ponderações levantadas estava o risco de se tornar alvo de ataques concentrados dos demais candidatos a apenas três dias da votação. A avaliação interna era de que todos os adversários presentes se posicionam à direita do espectro político.
A equipe de campanha considerou que esses candidatos poderiam atuar em conjunto com Flávio Bolsonaro para criticar a administração, inclusive em momentos nos quais Lula não teria direito de resposta. Outro ponto de preocupação atribuído ao presidente era a perspectiva de passar quase meia hora sem manifestar-se enquanto os concorrentes trocavam perguntas e respostas. A decisão sobre a participação foi discutida em uma reunião na manhã de segunda-feira, antes de Lula viajar para compromissos em Belém.
Reunião Estratégica
A reunião que decidiu pela ausência do presidente no debate da Globo contou com a presença de figuras-chave da campanha, incluindo o presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; o marqueteiro Raul Rabelo; e Paulo Okamotto, conselheiro do presidente.






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