O governo chinês manifestou, nesta quarta-feira (23), sua rejeição às sanções unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos em relação a voos comerciais iranianos. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em resposta a perguntas sobre a continuidade do pouso de aeronaves iranianas no país asiático.
Guo Jiakun afirmou que a posição da China é consistente e que o país se opõe firmemente a sanções unilaterais que não possuem fundamento no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança da ONU. A fala ocorre após os EUA ameaçarem punir, a partir desta quarta-feira, as nações que permitirem operações de voos comerciais iranianos.
Resposta à ameaça americana
Quando questionado sobre se a China continuaria autorizando o pouso de voos iranianos, o porta-voz reforçou a posição contrária às medidas unilaterais impostas por Washington. A declaração sugere que Pequim não pretende seguir a pressão norte-americana, mantendo sua postura de cooperação com Teerã no setor aéreo.
Especialistas avaliam que a resposta chinesa indica uma tentativa de preservar suas relações comerciais e diplomáticas com o Irã, sem se submeter às sanções dos EUA. A medida norte-americana, anunciada recentemente, visa isolar ainda mais o Irã economicamente, mas encontra resistência de países como a China.
Contexto das sanções
As sanções anunciadas pelos EUA são vistas como uma ação unilateral, sem respaldo em organismos internacionais. A China, que já havia manifestado oposição a medidas similares no passado, volta a criticar a iniciativa, destacando a falta de base legal e a necessidade de respeito às decisões do Conselho de Segurança da ONU.
Até o momento, não há informações sobre mudanças na política chinesa de receber voos iranianos. A resposta do porta-voz sugere que o país asiático continuará a permitir essas operações, contrariando a ameaça americana. A situação pode gerar novos atritos entre Pequim e Washington, especialmente no cenário internacional já marcado por tensões comerciais e geopolíticas.






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