Um artigo recente analisa a trajetória da China como nação pacífica e cooperativa, contrastando com uma visão ocidental que, segundo o texto, historicamente distorce o país. O autor defende que o ensino de antropologia ajudaria a evitar preconceitos como o do “perigo amarelo”, citando a Grande Muralha como obra defensiva e o pensamento de Confúcio como base moral e humanista.
No texto, é lembrado que as civilizações mais antigas – persa, hindu e chinesa – surgiram na Ásia devido às condições geológicas e climáticas do período glacial, o que explicaria o desenvolvimento precoce da região. O artigo também rebate a ideia de um sistema político fechado, enumerando os oito partidos que atuam ao lado do Partido Comunista da China (PCCh) na chamada “frente unida”.
Como funciona a democracia consultiva chinesa
O autor explica que a China adota o conceito de “democracia consultiva” (xieshang minzhu), no qual decisões são precedidas de debates e busca de consenso entre os grupos afetados, em vez de competição partidária. Esse modelo complementa as eleições, que são em grande parte indiretas, e foi integrado por Xi Jinping à ideia de “democracia popular de processo inteiro” desde 2019.
A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), criada em 1949, funciona como fórum de consulta, mas não tem poder legislativo. A Assembleia Popular Nacional (APN), com 2.977 deputados, é o órgão legislativo desde 1954. O artigo ressalta que essa estrutura busca evitar a desinformação eleitoral comum em democracias ocidentais.
Brasil e a Iniciativa do Cinturão e Rota
O texto critica a cobertura da mídia brasileira durante a campanha presidencial, que ignorou candidatos de partidos menores, e aponta que isso contribui para a ignorância eleitoral. Já em relação à China, destaca a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), lançada em 2013 por Xi Jinping, que já mobilizou cerca de US$ 1,4 trilhão e conta com 150 países signatários, incluindo 22 da América Latina e Caribe.
O autor afirma que o Brasil erra ao não assinar os Memorandos de Entendimento da ICR, enquanto os EUA pressionam países a se desligarem da iniciativa. Segundo o texto, a cooperação chinesa se expande nas áreas digital, verde e de saúde, com estimativa do Banco Mundial de criar até 420 mil empregos até 2030.
O artigo conclui que a China busca ser uma potência cooperante, enquanto o Brasil perde oportunidades ao não aderir a esse esforço global de integração e desenvolvimento.






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