O Parque Nacional do Iguaçu, localizado no Oeste do Paraná, experimenta um dos picos mais significativos de vazão do ano. Na quarta-feira (14), o volume de água alcançou cerca de 16 milhões de litros por segundo, superando em dez vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.

Devido ao aumento expressivo do volume de água, a passarela principal foi interditada preventivamente. Seguindo um protocolo de segurança estabelecido, as grades da estrutura foram removidas para assegurar o fluxo ininterrupto da água. Além disso, trilhas e caminhos com risco de alagamento devido às chuvas, como os próximos aos rios Iguaçu e São João, também foram fechados ao público. A concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela gestão turística do parque, está monitorando continuamente a vazão do Rio Iguaçu.

Visitação e Protocolo de Segurança

Apesar das interdições pontuais na passarela e em algumas trilhas de caminhada e ciclismo, a principal atração do parque, a Trilha das Cataratas, permanece acessível. Os visitantes podem apreciar a magnitude das quedas d'água a partir dos diversos mirantes panorâmicos dispostos ao longo do percurso. As estruturas de gastronomia e recepção do parque continuam em pleno funcionamento. Aos sábados, o local também promove a cultura regional com a exposição e comercialização de produtos de artesãos e produtores locais.

O protocolo de segurança é implementado pelas equipes de operação e segurança do parque, com o suporte de bombeiros civis, em períodos de cheia. O monitoramento da vazão é realizado a cada hora. A interdição preventiva da passarela ocorre quando o volume de água ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e demonstra tendência de aumento. Em situações onde a vazão se situa entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, com projeção de alta, as grades são retiradas para garantir a passagem da água. A reabertura das áreas interditadas depende da diminuição da vazão, de uma avaliação técnica detalhada e da aprovação de um engenheiro especializado.