A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a disputa eleitoral chegou à última semana antes do primeiro turno com pouca possibilidade de mudanças significativas nas intenções de voto. A percepção entre os integrantes da equipe é que o eleitorado está praticamente consolidado, tornando menos provável uma reviravolta expressiva em favor de Lula ou de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo relatos de jornalistas, a campanha considera que nem mesmo fatos políticos de grande repercussão, como operações policiais envolvendo o adversário ou seus aliados, seriam capazes de alterar a dinâmica da disputa a esta altura. Levantamentos internos, acompanhados diariamente pela equipe, indicariam uma vantagem de aproximadamente seis pontos para Lula no primeiro turno e uma diferença de três pontos em um eventual segundo turno. É importante ressaltar que esses números são pesquisas internas e não devem ser confundidos com os levantamentos públicos.
Recuperação e fatores de desempenho
Na análise dos aliados do presidente, o cenário atual representa uma recuperação em comparação ao início de setembro, quando pesquisas internas teriam apontado Lula numericamente atrás de Flávio Bolsonaro. Integrantes da campanha atribuem o período de menor desempenho de Lula à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e à divulgação de informações sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
As pesquisas públicas divulgadas ao longo de setembro também indicaram uma disputa acirrada. Um levantamento da Quaest, divulgado em 21 de setembro, mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% em uma simulação de segundo turno, dentro da margem de erro e caracterizando empate técnico. Pesquisas anteriores da mesma série também apontaram resultados próximos, com alternância na liderança dentro da margem de erro.
Estratégia de mobilização
Diante da avaliação de um eleitorado mais resistente a mudanças na reta final, a campanha de Lula passou a priorizar a mobilização de seus apoiadores e a capacidade de levar às urnas os eleitores que já demonstraram preferência pelo presidente. A estratégia inclui ampliar a presença de Lula em diversos estados e estimular atos de rua.
Na última semana antes da votação, a campanha programou agendas em diferentes regiões e reforçou ações voltadas especialmente ao eleitorado de menor renda. Além da mobilização, aliados do presidente esperam que medidas recentes do governo tenham algum impacto eleitoral. Entre elas, destaca-se a ofensiva contra as apostas digitais, tema que ganhou relevância na campanha petista. A equipe considera que as restrições às apostas online podem trazer efeitos positivos entre famílias de menor renda, ao direcionar recursos para despesas essenciais. A estratégia da campanha, portanto, foca menos na expectativa de reviravoltas e mais na consolidação de apoios e no comparecimento às urnas no primeiro turno.






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