Colaboradores da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estimam que perto de 300 mil eleitores indígenas que não puderam participar do primeiro turno votem neste domingo (25/10), na segunda etapa das eleições. A redução da abstenção é considerada crucial para o resultado em um pleito competitivo.
A estimativa fundamenta-se em modificação das regras eleitorais ordenada por Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado reconsiderou um procedimento que exigia aprovação prévia para o deslocamento de indígenas transportados por órgãos federais, o que dificultava votantes de regiões afastadas.
Agora, deslocamentos de indígenas em zonas remotas para votação neste domingo dispensam autorizações individuais de juízes eleitorais. A simplificação agiliza o acesso de um maior contingente de votantes aos locais de votação.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) anunciou neste sábado que o Palácio do Planalto garantirá acesso sem custos à votação para povos indígenas e comunidades vulneráveis. O suporte abrange quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e famílias em assentamentos rurais, que receberão deslocamento financiado por órgãos federais.
Se não conseguir oferecer transporte, o governo ressarcirá as despesas dos eleitores. O objetivo é remover barreiras logísticas que historicamente prejudicam a participação de populações que vivem em localidades de difícil acesso.






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