A Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, rejeitou nesta semana o pedido do vereador Jair Renan (PL) para abonar faltas nas sessões dos dias 16 e 18 deste mês. A votação terminou com 10 votos contrários e 5 favoráveis ao requerimento, que usava a justificativa de “motivos de ordem pessoal”. O parlamentar é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e disputa uma vaga de deputado federal.
De acordo com a decisão, as duas ausências registradas em julho já haviam gerado um desconto de R$ 4,5 mil no salário do vereador, que recebe mensalmente R$ 18,2 mil. A nova solicitação ocorreu depois que o próprio Jair Renan tentou abonar as faltas mais recentes, mas não obteve apoio da maioria dos colegas.
Críticas durante a votação
O vereador Marcelo Achutti (MDB) foi um dos mais duros ao criticar o pedido, no plenário. Ele lembrou que Jair Renan recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral para sua campanha e ainda assim pedia a dispensa das faltas. “Sou vereador, também defendo as bandeiras de direita, agora está em campanha eleitoral, recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral e ainda quer que nós abonemos. Vão criar vergonha na cara, os senhores vereadores”, afirmou.
Após a votação, Jair Renan usou a tribuna para se explicar. Ele disse que pretende faltar às sessões realizadas às quartas-feiras para visitar o pai em Brasília. “Não entendo o que tem a ver com o Fundo Eleitoral, vereador. Eu não pego Fundo Eleitoral para fazer bagunça. Eu pego para fazer minha campanha e o que sobrar eu devolvo. Não sei se o senhor faz alguma bagunça quando o senhor recebe, né?”, respondeu.
Justificativa de visitas ao pai
O vereador voltou a justificar as ausências, afirmando que a intenção é visitar Bolsonaro semanalmente. “Mas eu queria que os senhores entendessem que eu falto às minhas quartas para justamente visitar meu pai, para dar uma força para ele, porque o que hoje ele está sofrendo na mão desse desgoverno, dessa suprema perseguição, ninguém merece”, completou.
As ausências do parlamentar também são alvo de questionamentos entre colegas de direita na Casa, que veem conflito entre as atividades legislativas e a campanha eleitoral. O resultado da votação confirma a rejeição ao abono, mantendo o desconto já aplicado ao salário.






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