Seis caças F-16A/BM Fighting Falcon, que pertencem à Força Aérea Argentina, foram avistados na tarde desta terça-feira (29) sobrevoando a área de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Esta localidade abriga a fábrica da Embraer e a linha de montagem dos caças Gripen no Brasil. As aeronaves argentinas estavam acompanhadas por dois aviões-tanque Boeing KC-135R Stratotanker da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), responsáveis pelo reabastecimento durante o trajeto até a Argentina.

Este grupo de aeronaves faz parte do segundo lote de F-16 adquiridos pelo governo argentino da Dinamarca. Os aviões militares estavam em processo de transferência para Río Cuarto, onde ficarão provisoriamente. Os KC-135 americanos já haviam oferecido suporte no deslocamento dos caças entre as Ilhas Canárias e Natal, no Rio Grande do Norte. Na terça-feira, os oito aviões decolaram da capital potiguar e seguiram pelo território brasileiro em direção à Argentina.

Rota de voo pelo Brasil

Após deixarem Natal, as aeronaves sobrevoaram a Paraíba e a região de Petrolina, em Pernambuco. Em seguida, avançaram pelos estados da Bahia e de Minas Gerais antes de entrar no território paulista nas proximidades de Ribeirão Preto. Por volta das 17h30, os aviões passaram sobre Araraquara e Gavião Peixoto a uma altitude de aproximadamente 10 mil metros (34 mil pés). A passagem foi registrada pelo canal Brazil Aviation Araraquara SP, e a presença das aeronaves militares, especialmente a formação de seis caças e dois aviões de reabastecimento, atraiu a atenção dos moradores das duas cidades.

Complexo aeronáutico de Gavião Peixoto

Gavião Peixoto é um polo importante para a indústria aeronáutica brasileira. O complexo da Embraer produz jatos executivos da família Praetor e aeronaves militares, como o A-29 Super Tucano e o cargueiro KC-390 Millennium. Ao lado das instalações da Embraer, há também a linha de montagem da Saab, dedicada aos caças F-39 Gripen adquiridos pela Força Aérea Brasileira. O aeródromo do complexo possui uma pista de 4.967 metros de comprimento, considerada a maior do Hemisfério Sul.

Depois de cruzar o interior de São Paulo, a formação seguiu para o Paraná. As aeronaves sobrevoaram as regiões de Londrina e Campo Mourão e deixaram o espaço aéreo brasileiro pela área de Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, antes de prosseguir para o território argentino.