A 11 dias do primeiro turno das eleições, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, fez um apelo público por voto útil, pedindo que eleitores que não o têm como primeira opção votem nele para resolver a disputa já no primeiro turno. A declaração intensificou os ataques dos concorrentes da chamada terceira via, como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.
O movimento ocorre em meio a um cenário de empate técnico nas pesquisas, com Lula e Flávio Bolsonaro liderando. A discussão sobre voto útil se torna inevitável, mas analistas apontam que essa estratégia pode beneficiar o presidente Lula, que busca atrair eleitores de centro-direita que não desejam o extremismo.
Pesquisas indicam possibilidade de migração
Pesquisa Quaest mostra que 35% dos eleitores que declaram voto em Caiado no primeiro turno podem migrar para Lula no segundo. O fato de Lula ter sido um bom presidente para o agronegócio aumenta essa chance. Além disso, as bandeiras nacionalistas de Lula contrastam com a submissão de Bolsonaro aos Estados Unidos, o que pode sensibilizar parte do eleitorado de outros candidatos.
Os eleitores que buscam voto de protesto em Renan Santos não concordam necessariamente com a vassalagem de Flávio a Donald Trump. Já o eleitorado feminino de Augusto Cury pode ser mais sensível aos programas de proteção à mulher de Lula do que ao machismo associado a Flávio. Essas diferenças mostram que Lula tem mais discursos capazes de furar bolhas de rejeição.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta data indica Lula com 45,8% contra 43,4% de Flávio no primeiro turno, e empate técnico no segundo: 47,7% a 47,4%. Diante disso, buscar o voto útil além das fronteiras da esquerda é considerado essencial para garantir a vitória da democracia.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.