247 – A Brava Energia concluiu a interligação do poço PPT 52 ao FPSO de Papa-Terra, na Bacia de Campos, e iniciou o comissionamento dos sistemas antes da entrada em produção. O segundo poço da campanha no campo, o PPT 53, já foi perfurado e começou a ser completado, com previsão de produção ainda no segundo semestre de 2026.
O diretor de Operações da Brava Energia, Carlos Travassos, detalhou o andamento dos trabalhos a jornalistas durante a ROG 2026, no Rio de Janeiro, segundo registro da Agência iNFRA. A campanha da companhia reúne dois novos poços em Papa-Terra e outros dois em Atlanta.
“A gente está com uma campanha integrada de perfuração, que envolve dois poços em Papa-Terra e dois poços em Atlanta. Hoje a gente está com um dos poços de Papa-Terra, o PPT 52, perfurado, completado e interligado. Estamos na fase de comissionamento no topside. Então, em breve, a gente espera ter a produção desse poço”, afirmou Travassos.
O executivo disse que o PPT 53 também cumpriu uma etapa considerada mais delicada da perfuração e segue dentro das projeções estabelecidas pela empresa.
“E o PPT 53 já está perfurado. A gente acabou a fase de perfuração horizontal com sucesso, que era a fase mais delicada ali. A gente está iniciando agora a completação desse poço. Então ele está exatamente dentro do prazo e do orçamento que a gente previa, não tivemos grandes surpresas”, afirmou.
A Brava trabalha com a perspectiva de colocar os dois poços de Papa-Terra em produção ainda no segundo semestre deste ano. A companhia registrou um pequeno atraso na chegada da sonda Lone Star, operada pela Constellation, mas, segundo Travassos, a mudança não comprometeu o cronograma da campanha.
A sonda estava anteriormente a serviço da Petrobras. Depois da conclusão das atividades em Papa-Terra, o equipamento seguirá para Atlanta, apontado pelo executivo como o principal ativo da Brava.
Travassos também comentou a chegada da estatal colombiana Ecopetrol como nova controladora da companhia. Segundo ele, o grupo ainda avalia reservas e indicadores antes de definir eventuais mudanças na estratégia.
“A Ecopetrol hoje está tomando pé da situação, olhando reservas, os números, mas a gente não tem ainda nenhum direcionamento de mudança. Isso, possivelmente, vai acontecer nos próximos meses, talvez nas próximas semanas”, disse.
O diretor afirmou ainda que a entrada da Ecopetrol deverá ampliar as competências da Brava, especialmente nas operações terrestres, além de fortalecer a governança da empresa.
“A Ecopetrol tem experiência reconhecida em campos onshore, e a gente tem muitos desses campos na Brava. Então estamos muito otimistas com esse movimento”, afirmou.






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