O comércio exterior brasileiro mantém sua trajetória de crescimento em 2026, mesmo diante das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. As exportações do Brasil alcançaram US$ 281,34 bilhões de janeiro até a quarta semana de setembro, representando um aumento de 11,5% em comparação com o mesmo período de 2025. Essas informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), conforme divulgado pela Agência Gov.

O desempenho das exportações superou significativamente o crescimento das importações brasileiras. As compras do Brasil no exterior totalizaram US$ 219,57 bilhões no acumulado do ano, um aumento de 6% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Consequentemente, o superávit da balança comercial do país atingiu US$ 61,77 bilhões, um crescimento notável de 36,3%. Isso significa que o Brasil ampliou a diferença entre o que vende e o que compra de outros países.

Crescimento em meio a desafios

A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, alcançou US$ 500,92 bilhões, uma expansão de 9% sobre o mesmo período do ano anterior. Os números indicam que o comércio internacional brasileiro continuou a avançar, mesmo diante das barreiras comerciais estabelecidas pelos Estados Unidos.

Indústria impulsiona exportações

Um ponto de destaque nos dados é o desempenho da indústria de transformação. O setor liderou em valor as exportações brasileiras no período analisado, movimentando US$ 15,6 bilhões e superando tanto a agricultura quanto a indústria extrativa. Este resultado reforça a participação dos produtos industrializados na pauta exportadora do Brasil, em um momento em que o governo do presidente Lula busca estimular a agregação de valor à produção nacional e expandir a presença da indústria brasileira nos mercados internacionais.

Entre os produtos industriais, as aeronaves apresentaram um desempenho notável, com aviões e outros equipamentos aeronáuticos respondendo por US$ 455,8 milhões em exportações. Este cenário ocorre em meio a um ambiente internacional caracterizado por tensões comerciais e pelo aumento do protecionismo nos Estados Unidos.

O governo brasileiro tem se empenhado em diversificar mercados e fortalecer as relações comerciais com diversas regiões do mundo. Os dados acumulados até setembro demonstram que as barreiras impostas por Washington não impediram o crescimento das vendas externas brasileiras. Pelo contrário, as exportações avançaram a um ritmo quase duas vezes superior ao das importações, contribuindo para a forte expansão do saldo comercial do país.