A reta final da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou integrantes do primeiro escalão do governo e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a se afastarem de suas funções. O objetivo é ampliar a participação nas atividades eleitorais. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, e Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, passaram a dedicar os últimos dias antes do primeiro turno à campanha de Lula. A movimentação acontece em um momento de intensificação das agendas de rua e da articulação política do presidente.

Guilherme Boulos concentrou sua atuação em São Paulo, participando de carreatas e outras atividades eleitorais, especialmente nas áreas periféricas da capital paulista. José Guimarães licenciou-se entre esta quarta-feira e sexta-feira para ampliar sua participação nas atividades. O Ceará, principal reduto político do ministro, está entre os focos de sua atuação nesta reta final. Guimarães acompanhou a passagem de Lula pelo estado e também pretende atuar na campanha do governador Elmano de Freitas.

Atuação de Mercadante e a mobilização eleitoral

No BNDES, Aloizio Mercadante optou por tirar três dias de férias, iniciados na segunda-feira. Durante esse período, ele intensificará o trabalho que já vinha realizando na campanha de Lula. A atuação de Mercadante está concentrada principalmente no aconselhamento político e econômico do presidente. Com a liberação temporária de suas atividades no banco, ele passa a ter maior disponibilidade para participar das discussões da campanha nesta reta final.

A movimentação de Boulos, Guimarães e Mercadante mostra uma intensificação da participação de integrantes próximos a Lula nas atividades eleitorais. Enquanto Boulos concentra esforços em São Paulo e Guimarães atua principalmente no Ceará, Mercadante reforça a frente de articulação e aconselhamento político e econômico. Os afastamentos são temporários e ocorrem nos últimos dias antes da votação, período em que a campanha concentra esforços na mobilização de eleitores e na presença de Lula e seus aliados em estados considerados estratégicos.