A candidata ao Senado Benedita da Silva (PT-RJ) teceu críticas, na terça-feira (29), ao senador Carlos Portinho (PL-RJ) em relação à sua conduta nas discussões sobre a regulamentação da publicidade de plataformas de apostas esportivas e jogos virtuais, as chamadas bets. A ex-governadora destacou uma inconsistência entre o posicionamento que o parlamentar adota em suas redes sociais e sua postura efetiva durante a tramitação do tema no Congresso.

Em uma publicação na rede social X, Benedita da Silva salientou o contraste no comportamento do seu adversário político. “Portinho posa de inimigo das bets. Nas redes, Portinho é Tigrão; no Senado, Tigrinho”, escreveu a candidata, direcionando sua crítica ao Projeto de Lei (PL) 2.985/2023.

Modificações na Regulamentação

A proposta inicial do PL 2.985/2023 previa regras rígidas para o setor, incluindo a proibição total da veiculação de propaganda de apostas nos meios de comunicação. Contudo, ao atuar como relator da matéria na Câmara dos Deputados, Portinho alterou o texto original. O substitutivo apresentado pelo senador removeu a proibição integral do marketing das empresas de apostas e flexibilizou as normas para a exibição de publicidade do setor.

A autorização para a exploração das apostas de quota fixa ocorreu durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Posteriormente, ao longo de toda a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o mercado operou no país sem regulamentação e sem a imposição de regras fiscais ou de proteção ao consumidor. O setor só foi devidamente regulamentado e submetido a diretrizes normativas em 2023, sob o governo do presidente Lula (PT).

Defesa da Proteção Familiar

Ao finalizar sua manifestação na rede social, Benedita da Silva reiterou a necessidade de ações governamentais para conter os danos sociais e financeiros que podem ser causados por apostas desmedidas no Brasil. A candidata afirmou que o presidente Lula agiu para controlar os abusos das bets com o objetivo principal de proteger a população, enfatizando que “famílias precisam de proteção, não de oportunismo”.