São Paulo — Uma pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) mostrou que 60% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 34% dizem confiar na Corte. O levantamento ouviu 1.852 pessoas entre 17 e 21 de setembro.
Os números representam o menor nível de confiança na série histórica da AtlasIntel, iniciada em janeiro de 2023. Naquele mês, 42% dos entrevistados afirmavam confiar no STF. Em agosto de 2025, o índice estava em 49%, caiu para 35% em março de 2026 e agora aparece em 34%.
Desconfiança também atinge o trabalho dos ministros
Quando a pergunta trata do trabalho dos ministros do STF, 61% dizem não confiar, 27,8% afirmam confiar e 11,1% não souberam responder. Nesse recorte, a confiança recuou 6,2 pontos percentuais entre março e setembro.
A percepção negativa é mais forte entre jovens de 16 a 24 anos, entre os quais 81,9% dizem não confiar no trabalho e nos ministros da Corte. Entre evangélicos, a desconfiança chega a 77,9%. Entre os entrevistados que disseram ter votado em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, 93,7% afirmam não confiar; entre os que disseram ter votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice é de 28,9%.
Imparcialidade é o ponto mais criticado
Na avaliação de nove aspectos do desempenho dos ministros, a imparcialidade recebeu o pior resultado. Para 75% dos entrevistados, a atuação nesse quesito é ruim ou péssima. Apenas 9% a consideram ótima ou boa.
O combate à corrupção aparece em seguida, com 66% de avaliações ruins ou péssimas e 17% de positivas. Os melhores resultados foram registrados na defesa da democracia e no respeito ao Poder Legislativo.
A divulgação da pesquisa ocorre em meio às repercussões das investigações sobre o Banco Master e das mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro. O material cita conversas, contratos e outros vínculos envolvendo nomes ligados ao Supremo, além de referências a ministros e familiares.
O levantamento foi feito por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.






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