O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi reconduzido ao cargo de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (1º) pelo presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A efetivação do novo mandato ocorreu após uma cobrança formal feita pelo gabinete de Zanin a Nunes Marques, em razão da demora na oficialização.

Zanin havia sido reeleito pelo plenário do STF em 3 de setembro para um período adicional de dois anos no TSE, onde atua desde agosto de 2024. No entanto, mesmo após a aprovação do STF, a posse não havia sido agendada, deixando a vaga em aberto por quase um mês.

Atraso e Cenário Político

A apuração indica que o atraso na recondução se deu em meio a divergências internas entre membros do STF. Zanin é visto como próximo a Alexandre de Moraes, enquanto Nunes Marques mantém maior afinidade com André Mendonça.

A recondução de Zanin acontece em um período de turbulência no STF. Moraes e Mendonça ganharam destaque na crise interna do Supremo após a divulgação de parte do conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo supostas conversas entre Moraes e o ex-proprietário do Banco Master.

Implicações da Recondução

A permanência de Zanin no TSE pode ter impacto em uma ação apresentada pelo partido Solidariedade ao STF no domingo (27). A sigla solicitou o afastamento de Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha das funções de juízes auxiliares da propaganda eleitoral no TSE. Caso o pedido fosse aceito, Zanin poderia assumir a responsabilidade sobre a questão.