O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no domingo (28) que respeita todas as crenças e não se intromete nas normas internas da Igreja Católica. A declaração veio após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebater uma acusação feita por ele contra a entidade. De acordo com informações, Flávio teria percebido que a repercussão de suas declarações gerou um efeito contrário ao esperado, buscando então demonstrar respeito pela autonomia religiosa.
CNBB reage a acusações de desinformação
A manifestação do senador ocorreu depois que a CNBB negou qualquer participação na produção ou disseminação de notícias falsas relacionadas ao processo eleitoral. Flávio Bolsonaro declarou: “Todos viram que eu sou uma pessoa que respeita todas as religiões, que não fica opinando sobre como a Igreja Católica deve seguir suas regras”.
Em resposta às acusações, a CNBB divulgou uma nota de esclarecimento, negando ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas. A entidade ressaltou que “Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também afirmou não integrar estruturas político-partidárias e reiterou seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz. A nota oficial da CNBB repudia a produção e o uso de informações falsas, independentemente de sua origem, e destacou que suas manifestações sobre as eleições se baseiam em sua missão pastoral e princípios como dignidade humana e democracia.
Senador usa declaração de Lula como contraponto
Ao comentar o episódio, Flávio Bolsonaro mencionou sua própria religião e reiterou o respeito por outras crenças e também por quem não tem religião. Ele fez questão de agradecer a confiança dos católicos e reforçou a importância de Nossa Senhora como padroeira do Brasil.
Para defender sua posição, Flávio citou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as regras internas da Igreja Católica. Lula havia comentado, durante uma passagem por Santa Catarina, que “enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos, as mulheres poderem falar, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades”.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.