O final de setembro de 2026 trouxe à tona uma série de eventos que geraram discussões acaloradas no Brasil. O humorista Antonio Tabet foi alvo de uma intimação judicial após uma postagem na rede social X (anteriormente Twitter), onde mencionou uma “família miliciana” em referência à imagem de Nossa Senhora Aparecida. Embora não tenha citado nomes, a campanha de Flávio Bolsonaro levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), inicialmente ordenou a remoção da publicação. Contudo, a decisão foi derrubada por Flávio Dino, também ministro do STF, permitindo o retorno da postagem. A situação teve uma reviravolta quando o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino. No último dia 30, Mendonça reviu sua própria posição e defendeu a permanência do post de Tabet, questionando a identificação feita pela parte reclamante.
Moro e a língua portuguesa
Paralelamente, o senador Sérgio Moro continuou a ser notado por equívocos na língua portuguesa. Ao longo do tempo, foram observadas falhas como a supressão de uma sílaba em “cônjuge”, a substituição de “vier” por “vim”, e o uso de “rusgas” como “rugas”. Em junho de 2023, o senador pronunciou “depredraram”, inserindo um 'R' indevido na palavra. Mais recentemente, em um debate em 29 de setembro, Moro falou “alfebetização” e se referiu aos moradores do Paraná como “paraenses”, evidenciando uma sequência de erros gramaticais e geográficos.
Esses episódios levantam debates sobre a fiscalização da linguagem no ambiente público, especialmente vindo de figuras com destaque na esfera jurídica e política. A frequência e variedade dos erros de Moro, cuja carreira se baseou em documentos e pronunciamentos, chamam a atenção para a precisão no uso da língua.
Tensões no STF e futuras nomeações
O cenário político-jurídico também foi marcado por atritos no STF. Em 15 de setembro, o ministro Gilmar Mendes criticou publicamente a conduta de André Mendonça, classificando-a como “pixuleco” e “boneco eleitoral”. Mendonça reagiu, pedindo a Mendes que não fosse “leviano”. Tais embates pessoais em plenário podem gerar desgaste para a imagem da corte.
A composição do STF é outro ponto de atenção. Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, uma vaga permanece aberta, e a indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo Senado em 29 de abril. Nos próximos anos, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes atingirão a idade de aposentadoria compulsória, totalizando três futuras vagas. Se a cadeira de Barroso permanecer vazia até 1º de janeiro de 2027, o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro dos onze integrantes do Supremo, o que representa 36,4% de sua composição. Essas nomeações exigirão que o Senado aprove cada nome, com a Constituição demandando “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”.






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