A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Eve Air Mobility, braço da Embraer, projetam para 2028 o início das operações comerciais de eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical) no Brasil. Essa estimativa foi apresentada em uma reunião que ocorreu na segunda-feira, dia 21, no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília.

O encontro reuniu representantes da ANAC, da Eve, da Secretaria Nacional de Aviação Civil e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para debater os requisitos necessários para a introdução dessas aeronaves no país.

Desafios para a implementação

A entrada desses veículos aéreos no mercado está condicionada à conclusão do processo de certificação. Esta etapa é fundamental para verificar os requisitos de segurança e operacionalidade antes que os equipamentos possam ser utilizados em voos comerciais. Além da certificação das aeronaves, a preparação inclui a implantação de uma infraestrutura terrestre específica.

Entre os pontos em discussão estão os vertiportos, que são as instalações dedicadas às operações dos eVTOLs, as condições de fornecimento de energia e as medidas de segurança operacional. Os participantes da reunião também avaliaram os investimentos necessários para viabilizar as primeiras estruturas e para integrar as novas aeronaves ao sistema de controle do espaço aéreo brasileiro.

Colaboração setorial

A organização desse novo mercado demandará a colaboração de diversos segmentos da aviação e da tecnologia. A reunião abordou a participação de fabricantes, órgãos reguladores e de controle, operadores aeroportuários, companhias aéreas, desenvolvedores de software e operadores privados de aeronaves e vertiportos. A projeção de 2028, portanto, depende do avanço simultâneo na certificação das aeronaves, na criação da infraestrutura terrestre e na preparação dos sistemas de gestão e segurança do espaço aéreo.