O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada nesta terça-feira, em Nova York, e fez ameaças diretas ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Sem tom diplomático, Trump deixou claro que pode não reconhecer o resultado das eleições presidenciais no Brasil, caso Lula vença. Ele também citou a Quarta Frota Naval Americana, dando a entender que uma ação militar é possível.
Ameaça e reação imediata
Lula falou antes de Trump na tribuna da ONU e, em seu discurso, usou termos como liberdade, cooperação, soberania e democracia, em resposta ao que chamou de ameaças imperialistas. Após a fala de Trump, o brasileiro evitou qualquer aproximação com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que tentou se encontrar com ele. A atitude foi interpretada como um recado para não se envolver com a administração trumpista.
Contexto eleitoral e escalada
As eleições presidenciais brasileiras estão marcadas para a próxima semana e meia. Lula é candidato a um quarto mandato e enfrenta o senador Flávio Bolsonaro, apoiado pela base bolsonarista. Trump, em seu discurso, também abordou a situação no Oriente Médio, afirmando que os reveses dos EUA na região terão custo para o mundo, com aumento da inflação global, afetando principalmente os mais pobres.
Ele reforçou a necessidade de os EUA manterem sua hegemonia, sob pena de desmanche da comunidade americana, usando uma retórica de provocação típica de cowboy. A postura de Trump foi vista como uma escalada de tensão, reflexo do medo de perder poder. A resposta de Lula, apesar de não ter sido dada diretamente após a fala de Trump, já havia sido antecipada em seu próprio discurso, no qual defendeu a resistência global contra o que chamou de 'império'.






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