Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele participe do debate da TV Globo, marcado para 1º de outubro, em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas e à disputa apertada pela Presidência.
Segundo integrantes da campanha e do governo, a ideia é usar o encontro para confrontar diretamente o adversário e tentar enfraquecer a imagem de “bom moço” atribuída a Flávio por esses interlocutores. Lula, porém, ainda resiste à proposta.
pressão interna cresce na campanha
Um dos defensores da ida de Lula ao debate é o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Ele afirmou que o presidente deveria aproveitar a ocasião para atacar politicamente o candidato do PL.
“Se depender de mim, ele vai, tem que nocautear ele (Flávio) no debate. Claro que todos vão falar do Lula, mas nosso objetivo é destruir a imagem de um candidato que está passando a imagem de bom moço e não tem nada de bom moço. É um homem perverso que vai só destruir os direitos”, disse Guimarães.
medo de exposição e custo político pesam
Nos bastidores, a avaliação é que o debate em televisão aberta daria a Lula a chance de se comparar diretamente com Flávio Bolsonaro. A estratégia seria apresentar o presidente como experiente e expor o adversário como despreparado para o cargo.
Apesar disso, a campanha vê riscos no formato. Lula teme virar o principal alvo dos demais participantes, especialmente por ser o único nome da esquerda na disputa. Também há preocupação com adversários mais agressivos, como Renan Santos, do Missão.
Outro ponto levado em conta é o tempo de preparação exigido para o debate, que ocupa um dia inteiro da agenda. Na reta final, Lula deve cumprir compromissos no Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Amazonas e Pará. Aliados também avaliam que um deslize verbal às vésperas da votação pode ter impacto decisivo.
Pela legislação eleitoral, têm direito a participar Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A emissora ainda pode chamar Renan Santos e Romeu Zema (Novo), com base nas pesquisas. Em 2022, Lula participou dos debates da Band e da TV Globo; neste ano, o encontro pode ser o primeiro confronto direto entre ele e Flávio Bolsonaro na campanha.






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