Nesta sexta-feira, 25 de agosto, a assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro manifestaram-se contra a publicação de mensagens atribuídas a eles pela revista Veja. As conversas, segundo a revista, indicariam uma relação de proximidade entre Vorcaro e Alcolumbre.

Os advogados de Vorcaro repudiaram a divulgação de trechos de supostas conversas privadas, classificando-a como “seletiva e fragmentada” e alegando que as mensagens foram apresentadas sem o devido contexto. Por sua vez, Alcolumbre afirmou que o conteúdo não aponta qualquer ilegalidade e que buscará medidas judiciais.

Alegações de ilegalidade e danos

A defesa do ex-banqueiro argumentou que a publicação visa a “espetacularização do caso” e se baseia em vazamentos de material protegido por sigilo. O texto dos advogados reforça que “a Defesa rejeita categoricamente qualquer tentativa de transformar relacionamentos pessoais, profissionais ou institucionais em indício ou prova de conduta ilícita”.

Alcolumbre também classificou a reportagem como um “injusto ataque” e disse que ela não apresenta elementos que comprovem práticas ilegais. O presidente do Senado declarou que “medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade”.

Críticas à revista e providências jurídicas

Em nota, Alcolumbre afirmou que a revista utilizou supostas mensagens de caráter pessoal, inclusive envolvendo terceiros, e que o material não aponta ilegalidades. Ele ainda acusou a publicação de “sensacionalismo barato” e “falta de ética”, por não ter checado as informações ou ouvido as partes envolvidas.

A defesa de Daniel Vorcaro ainda questionou a exposição de comunicações que, segundo eles, envolveriam o relacionamento entre o ex-banqueiro e seus defensores, cujo sigilo seria indispensável para o direito de defesa. Ambas as partes prometem ir às últimas consequências na Justiça para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos nos vazamentos.