A Justiça Eleitoral reverteu a censura imposta a publicações do humorista Antônio Tabet, em uma sessão que durou 14 horas. Essa decisão é vista como uma vitória pessoal de Tabet contra o que foi descrito como uma estrutura contaminada por ideologias extremistas. Críticos apontam que a sessão foi um dos momentos mais constrangedores da história da Justiça Eleitoral brasileira.

O caso se destaca pela celeridade com que o sistema de justiça agiu para censurar o humorista, em contraste com a dificuldade em lidar com agressões a mulheres, negros e homossexuais nas redes sociais. A mudança de postura do tribunal é atribuída ao receio do impacto e da repercussão negativa que a decisão de censura poderia gerar por parte de um humorista.

Repercussões e críticas à imprensa

A situação gerou constrangimento para o ministro que precisou reconsiderar a decisão e para a imprensa que, segundo a crítica, tem demonstrado apoio à censura quando ela visa calar manifestações consideradas antifascistas. Embora Tabet tenha sido descensurado, a crítica levanta que o mesmo não acontece com cidadãos comuns que denunciam perseguição religiosa.

O episódio envolvendo Tabet é considerado um exemplo de subserviência ao poder político, com a participação de organizações de mídia que são acusadas de covardia e cumplicidade. A memória de jornalistas que resistiram à ditadura é citada como sendo desrespeitada diariamente pela grande imprensa atual, que em outras épocas lutou pela democracia.