O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua campanha em São Paulo neste sábado (3) com um ato na Avenida Paulista. Diante de uma multidão e acompanhado de aliados como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, Lula declarou que a Avenida Paulista, tradicional palco de manifestações, pertence ao povo e não a um grupo específico.

Durante seu discurso, Lula ressaltou a importância da eleição iminente, que aconteceria no domingo (4). Ele caracterizou a disputa como um confronto entre a democracia e a soberania, de um lado, e a barbárie e a corrupção, do outro. O presidente se referiu aos seus opositores como um "chefe de quadrilha" e um "crime organizado", convocando a população a defender a democracia.

Apelos por Votos e Críticas aos Juros

Na véspera da votação, o presidente pediu que militantes e apoiadores continuassem buscando votos até o dia do pleito. Ele conclamou a todos para conversarem com as pessoas em diversos ambientes, como ruas, bares, igrejas e comércios, a fim de mobilizar o maior número possível de eleitores. Lula também mencionou investigações sobre irregularidades na Previdência Social, citando o banqueiro Daniel Vorcaro, e insinuou que seus adversários estavam receosos com novas revelações.

Lula também abordou a questão dos cartões de crédito. Ele reiterou sua crítica ao envio de cartões por bancos sem a solicitação dos clientes, uma prática que, segundo ele, seria combatida em seu próximo mandato. O presidente defendeu que a distribuição de crédito deve ser séria e que os juros abusivos cobrados pelos cartões representam uma "roubalheira", que precisa ser moralizada no Brasil. Ele argumentou que o sistema financeiro deve ganhar dinheiro investindo na produção, em vez de "extorquir o povo brasileiro" com taxas impagáveis.

Plano para a Educação e Apelo aos Idosos

O presidente também expressou a intenção de promover uma "revolução educacional e tecnológica" caso fosse reeleito. Fazendo um apelo especial aos eleitores mais velhos, ele utilizou sua própria idade como exemplo. Lula incentivou pessoas com 70 anos a votar pelos seus filhos, netos e bisnetos, afirmando que ninguém deve se considerar incapaz nessa idade, e que ele, com 80 anos, se sentia como um "menino de 15".

Lula manifestou a expectativa de uma vitória já no primeiro turno e pediu que seus apoiadores retornassem à Avenida Paulista após o encerramento da votação, demonstrando otimismo com o resultado das urnas.