A eleição no Rio Grande do Sul é frequentemente descrita como palco de manobras políticas orquestradas para frustrar as chances de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) e da esquerda. Essa perspectiva aponta para um histórico de 'surpresas eleitorais' que não surgiriam de forma espontânea, mas seriam resultado de articulações com o objetivo de derrotar a esquerda em pleitos gaúchos.
Um exemplo citado ocorreu na eleição de 2022, quando a então candidata Comandante Nádia retirou sua postulação ao Senado três dias antes do pleito e declarou apoio ao general Hamilton Mourão. O objetivo declarado era superar o petista Olívio Dutra, que despontava como favorito nas pesquisas. Essa movimentação, segundo a análise, ilustra um padrão em que setores conservadores e reacionários se unem, não por pautas em favor do povo gaúcho, mas exclusivamente para se opor ao PT e à esquerda.
Manobras Eleitorais no RS
Esse alinhamento político teria se manifestado em diversas outras eleições. Em 2006, a ex-governadora Yeda Crusius foi apontada como representante de uma frente reacionária unificada contra Olívio Dutra. Já em 2014, o então candidato José Sartori foi associado a um movimento para evitar a reeleição do governador Tarso Genro. Recentemente, a reeleição de Sebastião Melo à prefeitura de Porto Alegre em 2024 também é mencionada, meses após a capital ter enfrentado sérias enchentes.
Neste pleito, a mesma dinâmica estaria em curso, com um plano para barrar as vitórias de Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) ao Senado, buscando, por outro lado, viabilizar a eleição de candidatos como Hamilton Mourão (PL) e Marcel Van Hattem (Novo). Há indicativos de que as intenções de voto de Rigotto (MDB) diminuíram significativamente, especialmente em Caxias do Sul e cidades da serra, sua base eleitoral, enquanto Mourão teria crescido de forma expressiva na região.
Crescimento da Direita e Chamado à Mobilização
Pesquisas recentes sugerem que eleitores de Rigotto podem ter sido influenciados — por algoritmos, campanhas de desinformação e fake news — a apoiar os dois candidatos bolsonaristas que estão em ascensão e aparecem empatados com Manuela e Pimenta. Setores políticos acreditam que essas oligarquias reacionárias, motivadas por uma aversão ao PT e a Lula, apostam na eleição para o Senado para exercer controle sobre o Judiciário e, consequentemente, sobre a democracia.
Apesar do avanço desse plano, a avaliação é de que ainda é possível evitar a vitória da extrema-direita nas urnas. O texto conclama à mobilização para disputar cada voto até o dia 4 de outubro, com o objetivo de eleger Manuela e Pimenta para o Senado. É considerado crucial que as militâncias de esquerda e progressistas, assim como setores democráticos, se dediquem a convencer eleitores a apoiar ambos os candidatos, visando salvar a democracia que estaria sob ameaça.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.