A dois dias da votação que definirá os representantes do povo nos poderes Executivo e Legislativo, a mídia costuma se referir ao pleito como um “primeiro turno”. Contudo, essa terminologia não se aplica ao Legislativo, onde a decisão ocorre em uma única etapa.
Para cargos como senador, deputado federal e deputado estadual, o 4 de outubro representa o dia final da eleição. Não há segundo turno para essas posições, o que torna a votação crucial para a definição daqueles que, por um período de oito anos, terão o poder de legislar, fiscalizar, tributar, aprovar leis, políticas públicas e tratados internacionais.
A Decisão para o Legislativo
Nesta eleição, dois terços do Senado Federal podem ser renovados, já que serão escolhidos dois senadores para cada estado. A escolha dos legisladores é vista como essencial para a preservação do projeto constitucional de 1988, que estabeleceu um Estado Democrático de Direito pautado pela Soberania, Cidadania, Dignidade Humana, valor do Trabalho e Direitos Sociais.
A Constituição de 1988, também conhecida como Constituição-Cidadã, foi um marco na ruptura com o passado autoritário do Brasil. Ela impõe ao Judiciário, especialmente ao Supremo Tribunal Federal, o dever de guardá-la, assegurando que suas regras sejam cumpridas e impedindo violações por aqueles que buscam subverter a ordem democrática.
Compromisso com a Democracia
O ato de votar no dia 4 de outubro é uma oportunidade única para exercer a cidadania e eleger representantes comprometidos com os valores constitucionais, como a vida, a justiça, o meio ambiente, os direitos humanos, os direitos sociais e a proteção dos vulneráveis. É também o momento de reafirmar o fim da discriminação, do preconceito e do racismo, bem como a igualdade étnica e de gênero.
A escolha de parlamentares engajados na construção de uma sociedade mais justa e democrática é vista como fundamental. O risco de permitir que figuras desqualificadas, que ameacem o povo, o meio ambiente e a própria democracia, ocupem esses cargos é considerado grave. Por isso, a participação consciente e corajosa no voto é um meio de afastar aqueles que buscam destruir a política e a própria ordem constitucional.
A Constituição de 1988, escrita coletivamente, expressa a esperança de uma nova era para o Brasil, marcada pela cidadania, soberania e dignidade. Ela rechaça a submissão a outros países, a colonialidade e a ditadura, defendendo a igualdade e a afirmação de direitos. O voto deve ser um instrumento para garantir que os representantes eleitos sejam legítimos e comprometidos com os princípios democráticos, sem ceder a falsos slogans ou projetos enganosos.






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