As gestões dos presidentes Javier Milei, da Argentina, e José Antonio Kast, do Chile, exibem um panorama de resultados econômicos negativos e baixa popularidade. Ambos os líderes, conhecidos por sua proximidade com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, enfrentam desafios significativos em seus países, evidenciados por dados recentes que apontam para retração econômica e aumento da pobreza.
Na Argentina, dados do Indec, divulgados na última semana, revelaram que a economia registrou uma queda de 2,9% em julho em comparação com o mês anterior. O setor de comércio encolheu 5,1%, e a indústria teve uma retração de 4,6%. Em relação a julho do ano passado, a diminuição foi de 1,4%, indicando uma possível entrada do país em um ciclo de recessão. Instituições financeiras, como o JP Morgan, revisaram para baixo as projeções de crescimento para a Argentina neste ano, alertando para uma provável recessão no próximo trimestre.
Desafios Econômicos e Sociais
A fórmula econômica implementada por Milei tem gerado desconfiança, inclusive entre seus apoiadores. A esperada enxurrada de investimentos externos não se concretizou, e o consumo permanece estagnado, apesar das medidas de ajuste fiscal. Paralelamente, o Indec informou que a taxa de pobreza na Argentina subiu de 28,2% para 32,3% no primeiro semestre. Com um apoio popular que varia entre 30% e 35%, Milei tem argumentado que os resultados positivos de sua política econômica só serão visíveis a partir de 2028, após as eleições presidenciais de 2027.
No Chile, o presidente José Antonio Kast também enfrenta um cenário desafiador. Uma pesquisa recente, Pulso Ciudadano, mostrou que sua aprovação está em apenas 28,2%, enquanto a rejeição alcança 57,6%. Esses números são consistentes com outros levantamentos, como o da Cadem. A queda da economia e a preocupação com a segurança pública são apontados como os principais fatores que afetam a imagem de Kast, que está há pouco mais de seis meses no governo. Líderes da esquerda chilena também mencionam a percepção de falta de empatia do presidente com os problemas sociais como um ponto crítico de sua administração.






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