Na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, em Nova York, Lula criticou a atuação da ONU, questionou o Conselho de Segurança e defendeu a soberania dos países.

O presidente brasileiro afirmou que a organização falha em sua missão de evitar guerras e disse que o direito de veto das grandes potências trava decisões importantes.

gaza, veto e soberania

Lula também tratou da guerra no Oriente Médio. Condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses, falou do sofrimento dos palestinos em Gaza e voltou a defender a solução de dois Estados.

Além disso, criticou os assentamentos na Cisjordânia e saiu em defesa do Tribunal Penal Internacional, ao dizer que seus integrantes não podem ser perseguidos por cumprir sua função.

Ao comentar a América Latina, o presidente disse: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. A frase foi recebida com aplausos e reforçou a defesa de que cooperação entre países não significa submissão.

reforma da governança internacional

No discurso, Lula ainda abordou crime organizado, inteligência artificial, clima, fome, desigualdade, regulação das plataformas digitais, transição energética, trabalho e reforma da governança internacional.

Ao longo da fala, ele sustentou que a política precisa voltar a ter protagonismo diante de guerras, da concentração de poder e do avanço de tecnologias e interesses que, segundo ele, enfraquecem o debate internacional.