Uma denúncia aponta irregularidades na conduta de um parlamentar da cidade, envolvendo possível uso indevido de estrutura pública. Confira os principais pontos do caso.


O acusado e a dupla função



O alvo da denúncia é um vereador de Londrina, de alcunha Santão, que exerce simultaneamente o cargo de agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A acusação envolve a mistura indevida entre suas atribuições policiais e sua atuação política.

A infração cometida



Segundo o relato, o parlamentar teria utilizado uma viatura oficial caracterizada da PRF para realizar uma visita particular a um cabo eleitoral. O uso do veículo, bancado com dinheiro público, teria ocorrido em horário de trabalho, período em que o servidor deveria estar em patrulhamento ou cumprindo funções exclusivas da corporação.

Consequências legais e administrativas
A conduta, se comprovada, é considerada gravíssima sob a ótica da lei.

Improbidade administrativa
O uso de bens públicos, como viatura e combustível, para fins pessoais, configura violação da Lei nº 8.429/92.

Infração disciplinar
O regulamento da PRF proíbe o desvio de rota e o uso da viatura para interesses privados, podendo resultar em sanções que vão de suspensão até demissão.

As investigações



O caso deve ser apurado em três frentes distintas.

Corregedoria da PRF, para investigar a conduta do agente e o uso da viatura.
Ministério Público do Paraná, para apurar possível dano ao erário e improbidade administrativa.
Câmara Municipal de Londrina, onde o vereador pode responder por quebra de decoro parlamentar, com possibilidade de processo de cassação do mandato.

Até o momento, a defesa do vereador não se manifestou oficialmente sobre o episódio.