A Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registrou uma vazão de 11,4 milhões de litros de água por segundo após a abertura do vertedouro. Esse volume é capaz de preencher cerca de 274 piscinas olímpicas, que comportam 2.500 m³ cada, a cada minuto. A quantidade liberada é sete vezes superior à vazão média das Cataratas do Iguaçu, sendo necessária para controlar o nível do reservatório após intensas chuvas.

De acordo com a Itaipu Binacional, duas calhas do vertedouro permanecem abertas. A estrutura total possui 14 comportas e três calhas. Desde o dia 30 de setembro, o vertedouro opera de forma ininterrupta, com a calha central aberta em 13 de outubro. A operação deve ser mantida até que o fluxo de água que chega ao reservatório diminua, permitindo que o controle do nível seja feito apenas pela geração de energia.

Função do Vertedouro de Itaipu

O vertedouro funciona como uma válvula de alívio para a usina, liberando o excesso de água do reservatório. As comportas são abertas quando o volume de água que a usina recebe é maior do que a capacidade de uso para gerar energia ou de armazenamento seguro. Essa medida é crucial para controlar o nível do reservatório e evitar que a água exceda os limites operacionais da usina. A abertura das comportas não impacta o fornecimento de eletricidade, que continua atendendo normalmente às demandas de Brasil e Paraguai.

A operação de abertura do vertedouro não é inédita neste ano. A estrutura esteve aberta entre 28 de junho e 5 de julho, e novamente em 12 de julho. Em setembro, houve outra abertura no dia 13, com sucessivas aberturas e fechamentos conforme as condições dos rios e a necessidade de controle do reservatório, mantendo-se aberto ininterruptamente desde 30 de setembro.

Controle de Nível e Prevenção

A Itaipu é uma hidrelétrica do tipo fio d'água, com capacidade limitada de armazenamento de grandes volumes adicionais de água. Em períodos de chuvas intensas, a abertura das comportas é fundamental para controlar o nível do reservatório e garantir a segurança operacional da usina. A empresa monitora as condições dos rios e as previsões climáticas para determinar o momento de encerrar a liberação do excesso de água.