O volume de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras atingiu R$ 5,79 bilhões em agosto. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo Banco Central (BC), que indicou que 23,94 milhões de pessoas físicas têm direito a R$ 4,31 bilhões desse total. Outros R$ 1,48 bilhão pertencem a 2,36 milhões de empresas.
Esse montante representa um aumento de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior. A alta reverte a tendência de queda observada após parte dos recursos ser direcionada para o programa de renegociação de dívidas do governo federal.
A maior parte dos recursos está concentrada em bancos e a maioria dos beneficiários tem direito a quantias menores. O Sistema Valores a Receber (SVR) do Banco Central é a ferramenta exclusiva para consulta e solicitação de resgate dos valores, que abrangem também pessoas falecidas.
Como consultar e resgatar o dinheiro
Para verificar se há valores a receber, os interessados devem acessar o Sistema Valores a Receber (SVR). Pessoas físicas precisam informar o CPF e a data de nascimento, enquanto empresas devem fornecer seus dados. O procedimento permite identificar a instituição responsável pela devolução.
Após a consulta, o usuário deve aceitar o termo de responsabilidade e verificar o valor e a instituição. Se o resgate por Pix estiver disponível, a transferência pode ocorrer em até 12 dias úteis. Quem não tem chave Pix deve contatar a instituição financeira para combinar outra forma de recebimento. No caso de valores de pessoas falecidas, herdeiros ou representantes legais devem realizar a consulta e solicitação, seguindo as exigências do sistema e da instituição.
Os recursos "esquecidos" incluem saldos em contas correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios finalizados, e saldos remanescentes em contas de corretoras. O Banco Central alerta que o serviço é gratuito. É fundamental utilizar apenas o endereço oficial do Banco Central para evitar golpes, não clicar em links suspeitos, não compartilhar senhas e desconfiar de cobranças antecipadas. O BC não entra em contato para solicitar dados pessoais ou confirmar informações sobre valores a receber.
Em maio, cerca de R$ 5,7 bilhões desses recursos foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), com o objetivo de garantir o programa Desenrola 2.0. O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga essa movimentação, questionando o uso de recursos fora do orçamento, o que poderia impactar os limites fiscais aplicáveis às despesas públicas.







Comentários
Seja o primeiro a comentar.