A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina está analisando possíveis alterações na operação do transporte coletivo da cidade. A proposta inclui a redução de linhas e da quantidade de ônibus em rotas com baixa demanda de passageiros. Esta medida faz parte de um plano da Prefeitura para conter despesas, diante de um déficit orçamentário previsto em R$ 205 milhões para o ano. O objetivo é diminuir os custos do sistema sem prejudicar o serviço prestado aos usuários.

Renan Salvador, presidente da CMTU, ressaltou o significativo peso do subsídio destinado ao transporte público no orçamento municipal. Ele comparou o montante de recursos a um valor que poderia ser empregado na criação de uma nova secretaria. Entre as opções em estudo, está a reorganização de 25 linhas que foram classificadas como ociosas ou com pouca procura. A iniciativa sugere ajustes nos percursos, pontos de parada e intervalos entre as viagens, além da adequação da frota de ônibus à demanda de cada linha.

Revisão dos Custos e Subsídios

As modificações ainda estão sendo debatidas com as empresas que operam o sistema de transporte, e não há definições sobre quais linhas serão afetadas. Atualmente, a Prefeitura de Londrina prevê um subsídio de cerca de R$ 170 milhões para o transporte coletivo em 2026. Contudo, o município manifestou a intenção de limitar esses repasses a R$ 100 milhões até o final do ano. Para 2027, a meta é reduzir esse valor para R$ 50 milhões.

A revisão dos custos do transporte coletivo é vista como uma ação essencial devido à situação financeira do município. Segundo Renan Salvador, a implementação das mudanças depende do resultado das discussões com as concessionárias. O presidente da CMTU também afirmou não ter informações sobre eventuais repasses atrasados às empresas, indicando que a gestão desses pagamentos é responsabilidade da Secretaria Municipal de Fazenda.