O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou, em mensagem publicada nesta terça-feira (11) na rede social X, que a hegemonia norte-americana sobre o continente não será novamente contestada. A publicação oficial mencionou que a Doutrina Monroe tem sido a base da política externa do país por mais de dois séculos e ressaltou que a dominância dos EUA no Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionada”.

A postagem foi acompanhada por um vídeo institucional, narrado por Kevin Marino Cabrera, embaixador dos Estados Unidos no Panamá. O material audiovisual apresenta uma reconstituição histórica, mostrando o mapa de toda a América a partir de 1823, com destaque para as bandeiras da Espanha e do Reino Unido sobre os territórios colonizados na época, enquanto aborda a luta pela independência dos próprios Estados Unidos.

A Doutrina Monroe e sua evolução

O vídeo defende veementemente a diretriz diplomática histórica de Washington, que foi adaptada e renomeada no segundo mandato do presidente Donald Trump como “Doutrina Donroe”. De acordo com a narrativa apresentada, essa tese ideológica foi crucial para proteger todo o hemisfério contra o controle e a interferência de nações europeias.

Na narração, o embaixador Kevin Marino Cabrera explica que a doutrina começou como um “escudo” de proteção continental e foi transformada em um “mandato” pelo ex-presidente Theodore Roosevelt. O conteúdo também lembra que a mesma diretriz foi expressamente invocada por outros líderes da Casa Branca em momentos importantes da história, como os ex-presidentes John F. Kennedy e Ronald Reagan.

A era Trump e a política externa

O vídeo conclui afirmando que, sob a liderança de Donald Trump, a política externa do país teria alcançado sua era “vencedora”. Para ilustrar essa suposta consolidação de poder e dominância no continente, o material institucional do governo americano chega a citar o sequestro ilegal do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizado no início de 2026. A postagem do governo Donald Trump indica uma clara intenção de interferir e dominar países da América Latina, o que impacta a soberania dos povos e intensifica a postura imperialista e colonial dos Estados Unidos.