Um jornalista brasileiro, que sempre viu a China como referência de desenvolvimento e inspiração para uma sociedade mais justa, visitou recentemente o Tibete para participar do Global South Media Workshop. Suas primeiras impressões de Lhasa revelam uma cidade que harmoniza modernidade, limpeza e organização com templos históricos e tradições culturais profundamente enraizadas.
Para o jornalista, conhecer a China representava não apenas uma visita a um país distante, mas a oportunidade de compreender de perto uma experiência que, para muitos na América Latina, serve como espelho das aspirações de desenvolvimento econômico, combate à pobreza, ampliação de oportunidades, planejamento de longo prazo e soberania nacional.
Modernização e desenvolvimento no Tibete
Segundo Gao Hua, vice-ministra do Departamento de Propaganda do Comitê do Partido da Região Autônoma do Tibete, a região tem experimentado um processo contínuo de modernização nos últimos 75 anos. Este processo engloba crescimento econômico, melhoria das condições de vida da população e preservação ambiental.
Dados recentes do primeiro trimestre deste ano indicam um crescimento de 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do Tibete, enquanto a renda per capita aumentou 7,5%, superando outras províncias e regiões chinesas. No que diz respeito ao meio ambiente, mais de 99% dos dias registraram qualidade do ar boa ou excelente, e a taxa de conformidade da água potável atingiu 100%. A ministra destacou a estabilidade, a convivência étnica e o desenvolvimento integrado ao projeto de modernização da China como pontos cruciais do Tibete.
Entre a expectativa e a experiência
A programação da visita inclui passagens por bairros residenciais, centros culturais, projetos de desenvolvimento econômico, instituições de ensino e locais históricos. O objetivo é oferecer uma visão abrangente do Tibete, que vá além das estatísticas e dos discursos oficiais.
O jornalista enfatizou que sua experiência no Tibete confirma que observar a China de perto é muito diferente de vê-la à distância. Para quem acredita que o jornalismo deve aproximar as pessoas da realidade, não há experiência mais valiosa do que essa imersão na cultura e no desenvolvimento da região.







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