Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25 de outubro) contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A vitória consolida a permanência do presidente no Palácio do Planalto e freia o avanço de uma onda conservadora na América Latina, conforme avalia The Washington Post, para quem o resultado reforça a democracia na região.

O resultado é histórico. Pela primeira vez desde a redemocratização, nos anos 1980, um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu reverter a contagem de votos e vencer a rodada final. No pleito de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia acumulado 47,03% dos votos válidos, com vantagem superior a 2,2 milhões de votos sobre Lula, que havia obtido 45,16%.

A recuperação de Lula demandou intensa mobilização ao longo das três semanas que separaram os dois turnos. O cenário inicial impôs ao PT a necessidade de costurar novas alianças e buscar apoios decisivos para reverter a desvantagem nas urnas.

A permanência de Lula no comando da maior democracia latino-americana evita o alinhamento do Brasil a um movimento de guinada à direita observado entre os países vizinhos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado da votação.