Uma técnica de laboratório do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, na Sibéria, morreu na quinta-feira sob suspeita de ter contraído a doença. O caso levou ao isolamento de quase 200 pessoas que podem ter mantido contato com a vítima.

A mulher, de 28 anos, foi internada em 29 de setembro com sintomas de pneumonia no Hospital de Shelekhov, onde necessitou de ventilação mecânica. Ela faleceu dois dias depois, na sexta-feira. Autoridades locais indicam que ela pode ter morrido vítima da peste, embora o diagnóstico não tenha sido oficialmente confirmado.

As circunstâncias da contaminação ainda são investigadas. Uma das hipóteses aponta que a técnica havia retornado de uma viagem de trabalho a uma região onde foi registrado um foco de peste. Outra versão sugere que ela quebrou acidentalmente um tubo de ensaio no laboratório enquanto coletava material biológico para diagnóstico.

Isolamento e medidas emergenciais

Pelo menos 197 pessoas que podem ter tido contato com a vítima estão sob vigilância médica. O hospital foi colocado em quarentena e todos os funcionários da unidade foram isolados. Segundo comunicado de autoridades, até o momento nenhum dos contatos apresenta sinais da doença e os resultados de exames laboratoriais são negativos.

O governador da região de Irkutsk informou que uma reunião extraordinária da Comissão Regional de Saúde e Prevenção de Epidemias foi realizada, com participação de autoridades federais de saúde. Um plano de ação emergencial foi aprovado para conter a propagação da infecção, caso confirmada.

Embora as autoridades não tenham especificado qual tipo de peste está envolvido no caso, veículos de comunicação locais indicam que pode ser peste pneumônica, transmissível de pessoa para pessoa pelas vias respiratórias. A Mongólia, país vizinho à região onde o instituto fica, possui focos naturais de peste documentados.