247 – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defenderá na próxima quarta-feira (9), em reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, que eventuais desvios de conduta de ministros da Corte recebam apuração com o mesmo rigor aplicado a cidadãos comuns. O dirigente fez o alerta em um contexto de repercussão de mais detalhes da relação entre magistrados da Corte e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso atualmente por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.
“A sociedade precisa constatar que o STF não usa réguas diferentes para seus integrantes. A credibilidade da Justiça depende da ética dos juízes”, disse Simonetti em entrevista divulgada no blog da Tainá Falcão.
O encontro está marcado para a próxima quarta-feira (9) e contará também com representantes das seccionais da OAB. A entidade pretende tratar da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além de cobrar respeito ao sigilo da advocacia.
O presidente do STF, Edson Fachin, abriu um prazo para manifestações de Alexandre de Moraes, André Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Gonet e Andrei aparecem citados em diálogos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O presidente do STF teria sugerido que pretende levar as duas análises de forma simultânea ao plenário da Corte.
Inquérito das fake news

Nesta sexta-feira (4), Fachin determinou que o material apresentado por Moraes fosse retirado do inquérito das fake news, relatado pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.
O presidente do STF afirmou que a Corte dará uma resposta institucional “firme, proporcional e rigorosa”. Fachin também disse que não haverá “precipitação” nem “omissão”.
Contexto da crise no STF
O ministro André Mendonça decidiu na última terça (1) tornar público um material da PF sobre mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Um dos principais pontos do material envolve o contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório Barci de Moraes, pertencente a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Outra informação divulgada trata de cartões de crédito do Banco Master emitidos para filhos de Moraes, com limites de até R$ 300 mil.
Após a retirada do sigilo do material da PF, Alexandre de Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios de policiais federais que teriam apontado “fortes indícios” de irregularidades atribuídas a André Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero, da PF.
Moraes tomou a decisão nesta quinta-feira (3), no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
Depois do elemento envolvendo as duas operações da PF, Mendonça encaminhou a Fachin um pedido de afastamento de Moraes em meio às repercussões do caso Master.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.