Setembro de 2026 marca um recorde histórico de desastres climáticos no Paraná. A Defesa Civil contabilizou 173 ocorrências e 11 mortes no mês, superando agosto que até então era o mais devastador com 138 eventos. O fenômeno Super El Niño, confirmado por estudos do Simepar e do Inmet, emerge como principal responsável pelas intempéries que atingem o estado.
O impacto acumulado durante todo 2026 é alarmante: aproximadamente 300 mil pessoas foram afetadas em 253 municípios paranaenses. Apenas na última semana de setembro, temporais com ventos de até 100 km/h deixaram mais de 10 mil moradores em situação de vulnerabilidade. O cenário demonstra a gravidade da situação enfrentada pela população do estado.
Destruição estrutural e emergências decretadas
Levantamentos oficiais registram ao menos 2.216 casas danificadas por quedas de granizo e vendavais. Cidades como Clevelândia e Pinhão precisaram assinar decretos de situação de emergência pública para mobilizar recursos de resposta. A combinação de umidade com ar quente intensifica a força das chuvas, criando condições propícias para eventos extremos sucessivos.O Super El Niño, caracterizado pelo aquecimento atípico do Pacífico, eleva a frequência de tempestades fortes, vendavais e inundações na região Sul. Meteorologistas preveem que a influência dessa anomalia climática deve persistir até o início de 2027, mantendo o estado sob alerta.
Serviço: A Defesa Civil recomenda o cadastro no serviço de SMS enviando uma mensagem para o número 40199 para receber alertas de risco. O Inmet mantém avisos de perigo potencial para chuvas intensas e vendavais. A população deve exercer cautela em áreas abertas durante os temporais e seguir as orientações oficiais de segurança.






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