A Praça Osório, em Curitiba, foi palco de mais um incidente envolvendo a queda de um galho de árvore. Na tarde desta sexta-feira (16), após uma forte chuva, um galho atingiu uma mulher e danificou um carro que estava estacionado nas proximidades. A vítima sofreu ferimentos leves e foi prontamente socorrida no local, conforme informações da Prefeitura de Curitiba.

Uma testemunha ocular relatou ter ouvido estalos antes de ver a árvore caindo sobre os fios elétricos. A mulher, em pânico, tentou correr para escapar, mas tropeçou e caiu, machucando os joelhos. O veículo, estacionado na rua do entorno da praça, teve o para-brisa danificado.

Feira suspensa e medidas preventivas

Em decorrência do ocorrido, a Prefeitura de Curitiba suspendeu preventivamente a Feira de Primavera. O presidente do Curitiba Turismo, Rodrigo Swinka, lamentou o incidente e informou que a feira foi encerrada imediatamente para preservar o local e buscar um novo espaço para a Feira de Natal. A prefeitura afirmou que não realizará mais eventos na Praça Osório até o fim do El Niño e anunciará, na segunda-feira, um novo local para os eventos.

A administração municipal destacou que a Praça Osório passou recentemente por vistorias de técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), que não identificaram riscos que impedissem a realização da feira. Além disso, cerca de 100 árvores na praça foram podadas e seis foram completamente removidas de forma preventiva para garantir a segurança da população. A prefeitura reforçou que os serviços de manutenção e prevenção serão intensificados, com acompanhamento técnico das árvores e prioridade absoluta à segurança dos cidadãos.

Incidente anterior deixou jovem paraplégica

Este não é o primeiro incidente grave na Praça Osório. Há cerca de quatro meses, no dia 13 de junho, a jovem Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, ficou paraplégica após ser atingida por um galho de árvore no mesmo local. Ela sofreu lesões severas no pulmão e na medula espinhal. Ana Beatriz passou por cirurgias e está em tratamento com polilaminina, uma proteína sintética em fase de estudos que tem potencial para estimular a regeneração de nervos e tecidos medulares.

Quatro meses após o acidente, Ana Beatriz realiza nove tipos de terapias, com esperança de recuperar os movimentos das pernas, que ainda não retornaram. O caso da jovem gerou grande comoção e levantou discussões sobre a segurança das árvores em espaços públicos.