A Petrobras e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) celebraram dois contratos vinculados que vão permitir a comercialização do gás natural pertencente à União extraído no pré-sal da Bacia de Santos. As operações somam R$ 2,9 bilhões e foram comunicadas pela estatal nesta segunda-feira (21). Os contratos foram assinados em 10 de setembro e seguem o Modelo de Agente Comercializador, com duração prevista de 2027 a 2029.

O acordo prevê duas operações interligadas. Na primeira, a Petrobras comprará da PPSA o gás não processado na saída das plataformas, proveniente de seis campos do pré-sal: Tupi, Sapinhoá, Búzios, Sépia, Atapu e Itapu. Esse contrato, avaliado em R$ 1,2 bilhão, terá quantidade anual contratada entre 584 milhões e 1,058 bilhão de metros cúbicos, com preço indexado ao petróleo Brent. O início está marcado para 1º de janeiro de 2027, com validade até 31 de dezembro de 2029.

Venda de gás processado em Itaboraí

Na segunda etapa, a Petrobras venderá à PPSA gás natural processado na Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí (UTGITB), no Rio de Janeiro. Esse contrato, no valor de R$ 1,7 bilhão, prevê entrega diária de 1,1 milhão a 1,8 milhão de metros cúbicos, com fornecimento iniciando em 1º de março de 2027. O preço terá como referência o Henry Hub, índice americano de gás natural, acrescido de parcela fixa.

Os preços foram definidos com base em estudo da área de Inteligência de Mercado e Energia da Petrobras. Os dois contratos são vinculados: o encerramento do acordo de compra do gás não processado também encerra o contrato de venda do gás tratado. Assim, a operação funciona em duas fases complementares.

Esses contratos ocorrem após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar nova resolução que reestrutura a política de comercialização do gás da União e autoriza a PPSA a realizar leilões. Segundo o Ministério de Minas e Energia, as novas regras podem reduzir em mais de 50% o custo do insumo, com previsão de chegar à indústria a cerca de US$ 5 por milhão de BTU.