247 – é o momento, não aparece associado a uma mudança expressiva na distribuição das intenções de voto.
É o que indica a 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), após pouco mais de uma semana de exibição da propaganda eleitoral presidencial.
Segundo a Nexus, 54% dos entrevistados disseram não ter acompanhado as propostas de nenhum candidato no horário eleitoral.
Outros 34% afirmaram ter assistido apenas pela televisão, 3% acompanharam somente pelo rádio e 8% viram ou ouviram a propaganda nas duas plataformas.
Somadas essas três categorias, 45% tiveram algum contato com o horário gratuito.
O horário eleitoral começou em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A propaganda é exibida tanto em programas em bloco quanto em inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras.
Os dados da pesquisa não medem diretamente uma relação de causa e efeito entre assistir à propaganda e mudar de voto.
O levantamento, porém, mostra que as preferências eleitorais entre quem acompanhou e quem não acompanhou o horário permanecem próximas às tendências gerais registradas na disputa.
No primeiro turno, entre os eleitores que disseram ter acompanhado o horário eleitoral, Lula aparece com 44%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%.
Entre os que não acompanharam, os percentuais são de 35% para Lula e 36% para Flávio.
Augusto Cury marca 8% entre os que assistiram e 9% entre os que não assistiram.
No eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cruzamento também mostra diferenças entre os públicos.
Entre quem acompanhou a propaganda, Lula tem 49% e Flávio, 41%.
Entre aqueles que não acompanharam, Flávio registra 49% e Lula, 43%.
TV concentra quase todo o alcance
A televisão responde pela maior parte da audiência do horário eleitoral.
Dos 45% que afirmaram ter tido algum contato com a propaganda, 34% da amostra total assistiram exclusivamente pela TV e outros 8% acompanharam tanto a televisão quanto o rádio.
Apenas 3% disseram ter ouvido exclusivamente pelo rádio.
O alcance também varia por faixa etária.
Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 61% não acompanharam a propaganda.
Na faixa dos 25 aos 40 anos, o índice chega a 62%.
Entre os entrevistados de 60 anos ou mais, a proporção dos que não assistiram cai para 45%.
Entre pessoas sem religião, 63% afirmaram não ter acompanhado o horário eleitoral.
O percentual é de 53% entre evangélicos e de 52% entre católicos.
A escolaridade produz diferenças menores: 53% dos entrevistados com ensino fundamental, 55% dos que têm ensino médio e 54% dos eleitores com ensino superior disseram não ter acompanhado.
Na divisão regional, o menor índice de não acompanhamento foi registrado no Nordeste, com 49%.
No Sul, 51% disseram não assistir ou ouvir a propaganda.
No Norte e Centro-Oeste e no Sudeste, o percentual chega a 57%.
Lula e Flávio tiveram maior alcance
Entre os 45% que acompanharam o horário eleitoral, 83% afirmaram ter visto ou ouvido a propaganda de Lula, enquanto 81% tiveram contato com a de Flávio Bolsonaro.
As propagandas de Augusto Cury e Ronaldo Caiado foram acompanhadas por 63% desse grupo.
Como um mesmo entrevistado podia citar mais de um candidato, os percentuais não somam 100%.
Considerando toda a amostra, 38% disseram ter acompanhado a propaganda de Lula e 37%, a de Flávio Bolsonaro.
Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem com 29% cada.
Mais da metade dos entrevistados, 54%, não acompanhou a propaganda de nenhum dos candidatos.
Apesar do alcance restrito do horário eleitoral, a pesquisa mostra que outros fatores declarados pelos próprios eleitores têm peso maior na escolha.
Questionados sobre a motivação para votar no candidato escolhido no primeiro turno, 48% disseram considerar que ele apresenta as melhores ideias e o melhor programa de governo.
Outros 27% afirmaram enxergar no nome escolhido capacidade para renovar e apaziguar o cenário político.
Já 18% disseram votar no candidato considerado capaz de derrotar aquele que rejeitam.
O levantamento também aponta forte presença da rejeição na percepção sobre a eleição.
Para 66% dos entrevistados, o próximo presidente poderá ser escolhido mais pela rejeição aos adversários do que por ser considerado o melhor candidato.
Outros 29% discordam dessa avaliação.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.






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