João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, aparece na liderança da disputa, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Badra. O estudo, conduzido entre 24 e 29 de julho de 2026 com 1.500 eleitores em 13 municípios do estado, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-06641/2026 e BR-03289/2026.
No cenário estimulado, Campos registrou 44,6% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) obteve 37,2%, resultando em uma diferença de 7,4 pontos percentuais. A pesquisa aponta uma estabilidade na disputa em comparação com o levantamento anterior, de junho. Nesse período, João Campos teve uma leve variação de 44,2% para 44,6%, ao passo que Raquel Lyra oscilou de 41,1% para 37,2%.
Cenário Completo e Liderança Espontânea
Os demais pré-candidatos no cenário estimulado apresentaram percentuais abaixo de 1%: Renan Hallais com 0,8%, Ivan Moraes Filho com 0,6% e Camila Falcão com 0,5%. Ainda nesse cenário, 4,2% dos entrevistados indicaram voto em ninguém, 7% optaram por branco ou nulo, e 5,1% disseram não saber em quem votar.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mencionados, João Campos também se destaca, sendo citado por 32,1% dos eleitores. Raquel Lyra aparece na sequência com 27,9%. Outros nomes como Ivan Moraes Filho e Eduardo Campos foram mencionados por 0,3% cada, enquanto Renan Hallais e Camila Falcão registraram 0,2%. Lula foi citado por 0,1%. Neste segmento, 23,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar, 7,9% pretendem votar em branco ou nulo e 7,4% não escolherão nenhum candidato.
Estabilidade e Rejeição
A análise do Instituto Badra sugere que Pernambuco entrou em uma fase de “estabilidade competitiva” na corrida eleitoral. A comparação entre as pesquisas de junho e julho permite uma observação mais consistente das tendências. O relatório indica que João Campos demonstra alta capacidade de reter votos, mantendo seu desempenho e ampliando a vantagem na pesquisa espontânea. Raquel Lyra, por sua vez, segue como principal adversária, mas o estudo aponta uma desaceleração em seu ritmo de crescimento.
Um ponto relevante destacado é que 74,1% dos entrevistados com voto declarado em julho afirmaram que sua decisão é definitiva, com 23,7% ainda considerando mudar de opção. Quanto à rejeição, a de Raquel Lyra passou de 22,7% em junho para 35% em julho, enquanto a de João Campos subiu de 22,8% para 25,8%. A pesquisa foi realizada com eleitores a partir de 16 anos, utilizando amostragem por cotas, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.







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