Além do aumento do transporte coletivo acima da inflação, a atual administração promoveu reajustes em várias outras áreas essenciais. O ISS teve aumento de 60%, a taxa de iluminação pública foi elevada, assim como a taxa de roçagem e a taxa de lixo. Na prática, quase tudo ficou mais caro logo no início do mandato.
O impacto recai principalmente sobre quem trabalha, empreende e depende dos serviços públicos no dia a dia. A sensação entre os moradores é de sufoco financeiro, já que os aumentos se acumulam e pressionam o orçamento das famílias.
A repercussão do reajuste da passagem ganhou ainda mais força com a circulação de vídeos antigos do próprio Rodolfo Mota, nos quais ele criticava duramente aumentos bem menores do que os que agora aplica como prefeito. Na época, afirmava que aumentar tarifas e taxas era penalizar o trabalhador. Hoje, essas práticas fazem parte da política adotada por sua gestão.
O contraste entre discurso e ação gerou indignação nas redes sociais e ampliou o desgaste político. Para muitos, o problema não é apenas técnico ou administrativo, mas de coerência política. O que antes era atacado virou regra de governo.
Analistas políticos avaliam que o acúmulo de aumentos em curto espaço de tempo cria um ambiente de desconfiança e frustração. A população sente no bolso o aumento do ônibus, dos impostos e das taxas e passa a questionar as prioridades da administração municipal.
Em Apucarana, a discussão já ultrapassou o transporte coletivo. O debate agora é sobre o modelo de governo, a coerência política e o peso das decisões na vida real das pessoas. A memória política está sendo construída agora, com cada reajuste anunciado.






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